Engenharia humana, para lidar melhor com pessoas.
Poliglotismo religioso, comunicação não violenta, empatia e escuta ativa, capacidade de cooperação, liderança, saber cuidar da saúde mental e saber cuidar da saúde física.
O livro para quem precisa cuidar sozinha do próprio negócio
Do Carvão ao Diamante é o segundo livro de Lucas Veríssimo, publicado em 2021 pela editora Ramalhete, em Belo Horizonte. É um manual para quem toca o próprio negócio sem sócio, sem time e sem agência, e precisa dar conta de tudo sozinha.
Cerca de 700 exemplares vendidos.

Esse número está na abertura do livro, e ele muda o que vem depois. Quem escreve sobre empreendedorismo costuma contar a história de quem deu certo. O problema é que a estatística está do outro lado.
A jornada de quem empreende parece a Jornada do Herói de Joseph Campbell, com a chamada para a aventura, as provações e o desafio final. Só que no monomito o herói sempre vence e volta transformado. Na vida real, nem toda empreendedora volta.
Este livro foi escrito a partir daí. Não é sobre coragem, é sobre o que você precisa saber antes de pular.
O livro começa desmontando as sete, uma por uma. Entre elas:
Depois vêm cinco perguntas que abrem a cabeça. A primeira é a mais desconfortável: será que eu me conheço de verdade?
Poliglotismo religioso, comunicação não violenta, empatia e escuta ativa, capacidade de cooperação, liderança, saber cuidar da saúde mental e saber cuidar da saúde física.
Saber vender, criar conteúdo, falar em público, dominar tecnologia e informática, conhecer o básico de design, precificação e negociação, e aprender a aprender sobre empresariamento.
A tese por trás da divisão é que habilidade técnica sozinha não garante sucesso nenhum. As sete primeiras são as que ninguém coloca no currículo e são as que seguram o negócio de pé.
Antes de falar do conceito, o livro conta dois casos, e os dois são do Lucas.
Negócio social que levava dança para dentro das empresas. As clientes amavam e não recontratavam. Era legal, mas não era essencial. Exigia que a cliente já tivesse um evento planejado. E ninguém orça verba para intervenção de dança. A frase que fecha o caso: não podemos confundir amor pelo produto com sucesso do produto.
Uma cliente que já tinha contratado o Lab Dance algumas vezes estava com verba mais curta e perguntou: por que você não vira o apresentador do evento? Ela apontou. Ele construiu, e teve que aprender habilidades que não tinha, falar em público e conduzir evento.
Groove é o que acontece quando o produto encaixa no que o mercado já queria comprar. O livro mostra como procurar esse encaixe com pesquisa na própria base de clientes, Startup Enxuta, MVP, ciclo de feedback e Design Thinking.
A última parte trata do que aparece quando dá certo, que é onde muita gente quebra: montar time, aprender a contratar, aprender a demitir, dar e receber feedback, cuidar mais de pessoas que de processos, separar o dinheiro da empresa do seu dinheiro, decidir entre guardar e investir, aprender a demitir cliente.
E a pergunta que quase ninguém se faz a tempo: até onde eu quero crescer?
Do Carvão ao Diamante é a narrativa de lapidação que atravessa o trabalho de Lucas Veríssimo. Não é o método. O método é o Comunicação Diamante, e o manual técnico dele é o terceiro livro, Algoritmos da Distração, em pré-venda pela Alta Books.
Aqui a lapidação é de negócio. Lá, de comunicação.